Tento ser moldada na razão e evitar a tal inevitabilidade a que nos submetemos e chamamos amor. Por isso tenho vontades que neguei, sonhos em que acordei por medo de viver, pensamentos que ocultei.. Sinto que não me permito chegar à etapa mais alta por medo de falhar. Defendo-me, deixando-me ficar sempre pelos degraus mais baixos, arranjando sempre uma desculpa para não ter atingido o topo. Mas o que sinto, mostra-me que não é assim tão meu, como julgo ser. Que o controlo é bem mais limitado do que julgava.. Mas, uma vez mais, a razão, faz-me crer numa irrealidade ausente, distante e quer levar-me para a direcção que julgo ser a mais correcta e a que me protegerá de maus fados.
[Hoje, o tempo não é infinito.]
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